Tela de fluxo de caixa do HEROGRAN com entradas e saídas por semana de uma marmoraria
Financeiro

Fluxo de Caixa para Marmoraria: Como Nunca Mais Ser Pego de Surpresa

19 de outubro de 20268 min de leitura

Fluxo de Caixa para Marmoraria: Como Nunca Mais Ser Pego de Surpresa

Toda marmoraria já viveu essa semana. A produção está cheia, o funil de vendas está bom, o mês promete. E mesmo assim, na sexta-feira, falta dinheiro para pagar a chapa que chegou na terça.

Não é falta de venda. É descasamento de prazo. Você paga a chapa à vista ou em 28 dias, paga a folha todo mês no dia 5, e recebe do cliente em três vezes: sinal no fechamento, uma parcela na medição e o saldo na instalação, que pode atrasar duas semanas porque a obra não ficou pronta.

O fluxo de caixa existe para mostrar isso antes de acontecer.

Tela de fluxo de caixa do HEROGRAN com entradas e saídas por semana

Por que a marmoraria precisa de fluxo de caixa por semana

A maioria dos controles financeiros olha o mês. Para marmoraria, o mês esconde o problema. Num mês você pode ter R$ 80 mil de entradas e R$ 70 mil de saídas, com resultado positivo, e ainda assim ficar no vermelho na segunda semana, porque três instalações atrasaram e o fornecedor de chapa venceu no dia 10.

Olhando por semana, você vê três coisas que o mês esconde:

  • A semana do aperto. Qual semana tem o menor saldo previsto, e quanto falta.
  • O efeito do atraso de obra. Quando a instalação escorrega, o saldo do cliente escorrega junto.
  • O peso da compra de chapa. Uma compra grande de material importado pode comer o caixa de um mês inteiro.

O que entra e o que sai no caixa de uma marmoraria

Antes de montar a planilha ou o sistema, liste tudo. As entradas de uma marmoraria normalmente são:

  • Sinal no fechamento do pedido (muitas trabalham com 30% a 50%).
  • Parcelas intermediárias, quando o cliente parcela no boleto ou no cartão.
  • Saldo na entrega ou instalação, que depende da obra estar pronta.
  • Venda de retalhos e sobras, quando existe.

As saídas costumam ser:

  • Chapas (o maior valor, e geralmente com prazo curto).
  • Insumos: resina, catalisador, massa, discos, lixas.
  • Folha e encargos, incluindo comissões.
  • Aluguel, energia e água do galpão.
  • Impostos sobre o faturamento.
  • Taxas de cartão e boleto, que reduzem o que você recebe.
  • Manutenção de máquinas e veículos.
  • Pró-labore do dono (que precisa estar aqui, e não sair "quando sobra").

Como montar o fluxo de caixa em 5 passos

1. Comece pelo saldo de hoje

Some o que está em conta hoje. Esse é o ponto de partida. Sem ele, o fluxo vira só uma lista de entradas e saídas, sem dizer se você fica no azul.

2. Lance cada parcela na data em que o dinheiro cai

Aqui está o erro mais comum: lançar a parcela na data da venda. O que importa é quando o dinheiro entra na conta. Cartão de crédito em 3 vezes cai em 30, 60 e 90 dias, já descontada a taxa. Boleto cai no vencimento mais o prazo de compensação.

3. Lance as saídas com data e valor real

Fornecedor de chapa, folha, aluguel, impostos. Inclua as contas que ainda não chegaram, mas que você sabe que vêm: a energia do mês que vem é previsível.

4. Calcule o saldo previsto de cada semana

Saldo da semana = saldo da semana anterior + entradas − saídas. Faça isso para as próximas 6 a 8 semanas. Mais do que isso fica impreciso numa marmoraria, porque as datas de obra mudam muito.

5. Procure o menor saldo previsto

Esse é o número mais importante do fluxo. Se o menor saldo das próximas semanas é negativo, você tem tempo para agir: antecipar uma cobrança, negociar o prazo da chapa, segurar uma compra de material que pode esperar.

Exemplo: a semana que parecia tranquila

Uma marmoraria com R$ 12.000 em conta, olhando as próximas quatro semanas:

SemanaEntradasSaídasSaldo previsto
Semana 1R$ 18.400R$ 9.200R$ 21.200
Semana 2R$ 4.100R$ 27.600−R$ 2.300
Semana 3R$ 22.900R$ 8.500R$ 12.100
Semana 4R$ 15.300R$ 11.000R$ 16.400

Números ilustrativos.

No mês, o resultado é positivo. Mas na semana 2 vencem a folha e duas chapas de quartzito, e só entra o sinal de um pedido pequeno. Sem o fluxo, o dono descobre isso na quinta-feira. Com o fluxo, descobre três semanas antes, e liga para o cliente da semana 3 pedindo para antecipar a instalação ou para o fornecedor pedindo mais 14 dias.

Os 4 erros que quebram o fluxo de caixa da marmoraria

  • Contar a venda como dinheiro. Pedido fechado não é dinheiro em conta. Só entra no fluxo na data do pagamento.
  • Esquecer a taxa do cartão. Uma venda de R$ 10.000 no cartão em 10 vezes não vira R$ 10.000 na conta.
  • Não atualizar quando a obra atrasa. Se a instalação foi remarcada, o saldo também foi.
  • Misturar o dinheiro do dono com o da empresa. O fluxo deixa de mostrar a realidade da marmoraria.

Planilha ou sistema?

Dá para fazer fluxo de caixa em planilha. O problema é que a planilha depende de alguém lançar cada parcela, cada remarcação de obra e cada conta nova, todo dia. Na correria da marmoraria, ela fica desatualizada em duas semanas, e um fluxo desatualizado é pior que nenhum, porque dá falsa segurança.

No HEROGRAN, o fluxo de caixa é montado a partir do que já está no sistema: as parcelas do contas a receber e as contas a pagar. Cada parcela aberta entra no fluxo na data em que o dinheiro cai (vencimento mais o prazo da forma de pagamento), já sem a taxa. As parcelas atrasadas contam na semana atual, para você não contar com dinheiro que não veio. O sistema mostra as entradas e saídas por semana, o saldo previsto e o menor saldo previsto do período.

Veja como funciona o módulo financeiro do HEROGRAN ou peça uma demonstração com os números da sua marmoraria.

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